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03 de dezembro dia internacional da pessoa com deficiência

Pessoas portadoras de deficiências têm que enfrentar batalhas diárias como todos os outros, porém suas batalhas vem acompanhada de obstáculos que exigem deles uma maior perseverança e crença em si mesmos.

Vivemos um tempo de quebra de tabus, e no tocante às pessoas com deficiência não é diferente, graças a evolução de nossa cultura, que apesar de seus passos lentos não deixa de seguir em frente pelas lutas daqueles que acreditam que podemos alcançar a equidade, essas pessoas vem ganhando seu espaço. Cegos, surdos, portadores da síndrome de down, cadeirantes, mudos, altistas, conquistaram seu espaço como cidadãos capazes, no mercado de trabalho, em seus lares, em suas conquistas pessoais, sociais, laborais, científicas, etc. apesar de toda represália da sociedade, do preconceito, dos obstáculos.

No dia de hoje comemoramos ao redor de todo o mundo esse espaço que com tanto esforço foi conquistado, comemoramos as reabilitações, os tratamentos, as adaptações, superações, comemoramos a vida daqueles que no dia de hoje são homenageados e lembrados que não estão sozinhos em sua luta.

Um exemplo incrível de inclusão foi a Mostra da Secretaria da Educação em Aparecida de Goiânia, no dia 02 de dezembro, uma comemoração cheia de energia que deixou bem claro tanto aos deficientes quanto aos não deficientes que existem muitas razões pelas quais sorrir e se orgulhar, um evento tão profundo onde a desistência não tem lugar, onde cadeirantes dançaram, onde um aluno autista cantou em frente a uma plateia, um aluno cego leu uma história todo cheio de carisma, alunos interpretaram uma música em libras e tanto mais.

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Exercício para mostrar a pessoas não deficientes, um pouco do que é ter uma deficiência.
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José Fernando técnico do time de basquete de cadeira de rodas

Em entrevista José Fernando da Silva fala sobre os projetos que desenvolvem:

“O objetivo principal é que nós precisamos desenvolver uma política para que a sociedade não veja o deficiente como uma novidade, tem que ver ele com naturalidade por que ele é um ser com capacidade, ele de repente adquiriu uma dificuldade, mas ele consegue se superar.

Eu procuro sempre falar que a cadeira não é um fim, é um recomeço de vida, só que nós precisamos ajudar essas pessoas a ver a vida de uma outra maneira. Temos que levar para sociedade que a pessoa com deficiência não é um pobre ou um doente, você tem que ter um modo de inclusão e como tá aqui o pessoal praticando esporte, o pessoal da bocha ele faz parte de uma reabilitação, mas após ela o indivíduo vai continuar com a vida dele normalmente.”.

Sobre o esporte, tem uma opinião forte:

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Jogo de Bocha

“Sou técnico do time de basquete de cadeira de rodas e participamos de torneios no Brasil inteiro, todo ano a gente promove uma Copa em Aparecida, esse é o 4º ano, e eu tô com o projeto de que essa seja uma Copa internacional. Tem também o futebol de amputados, rúgbi em cadeira de rodas, bocha, pretendemos ter um grupo de dança em cadeira de rodas.

O esporte se sobrepõe a muita coisa, por que ele aumenta a auto estima do individuo, eu tenho exemplo de pessoas que tinham até doença degenerativa que estabilizou, pessoas que 8 anos depois do acidente achando que a vida acabou, vem para o esporte e faz uma faculdade, consegue comprar um carro e vive uma vida até se apaixonando novamente, é o convívio, porque quando as pessoas sofrem um acidente e fica em casa o mundo realmente acaba.”.

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O evento teve fechamento com um jogo de bocha, no qual os pacientes atendidos pela AMAG deram um show de animação e espírito competitivo saudável e delicioso de se ver.

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O esporte que inclusive é paralimpico, tem uma função terapêutica extremamente importante, sobre isso explica-nos melhor a Coordenadora da AMAG, Elisângela Moura:

“Iniciamos a bocha esse ano, em fevereiro, como uma modalidade terapêutica, onde através do jogo os pacientes com sequelas tanto neurológicas quanto ortopédicas eles ganham um raciocínio estratégico, uma melhor socialização por que eles vão estar interagindo com outros pacientes que tem às vezes a mesma patologia. Trabalha equilíbrio estático, equilíbrio dinâmico, flexibilidade, equilíbrio de tronco por ter que planejar como irá acertar a bola alvo, força muscular e tónus muscular também aumenta a capacidade viso-motora, você está visualizando, tem uma deficiência e tem que acertar aquele alvo. Lá (AMAG) a gente têm três profissionais que participam junto com eles, o fisioterapeuta, o terapeuta ocupacional que ajudam no comando, e a psicóloga que trabalha a parte do raciocínio, da estimulação. A bocha é uma atividade na qual indivíduos com qualquer grau de deficiência motora consegue realizar, através de por exemplo uma calha que é colocada em pacientes que conseguem mover apenas o pescoço.”.

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Paciente com traumatismo craniano em reabilitação.

Amar é descobrir que a deficiência do próximo, faz parte do perfeito mosaico humano. – Douglas Domingos Américo

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