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Caiado é uma ilha cercada de incoerência

 

O senador Ronaldo Caiado é uma ilha. Está cercado de incoerência por todos lados. Quem olha de longe, acha que ele está acima de tudo, sobre a água. Quem enxerga de perto, vê que aquilo que ele mostra é apenas a ponta de uma montanha de incoerência.

Ele se apresenta como o maior moralista do mundo, mas é financiado pelas mesmas empreiteiras que condena por financiarem outros políticos. Quer dizer: se o dinheiro vai para ele, está limpo; se vai para os outros, está sujo. E tem quem acredite nessa limpeza de raciocínio razo.

Caiado diz que é coerente, mas hoje o seu discurso é condenar o tempo novo que só existe porque ajudou a construir e a manter-se no poder. Quer dizer: ele bancou o que condena, mas condena sem assumir qualquer responsabilidade. Parece acreditar que as pessoas acreditam que ele não tem nada a ver inclusive com a escolha do atual governador, José Eliton, para vice de Marconi.

E aqui está um capítulo à parte na ilha cercada de incoerência que é Caiado. Em 2010, ele estava no grupo de liderança do DEM que decidiu não só apoiar a eleição de Marconi Perillo para governador, como indicar o vice, numa prova de que estava avalizando e assinando embaixo da aliança para o novo governo. De lá para cá, quem mudou? Quem trocou de coerência?

José Eliton manteve-se firme na construção de um governo que sempre buscou o interesse público. Foi leal aos companheiros ficado do lado deles nos momentos difíceis, na alegria e na tristeza. Enquanto isso, o que fez Caiado? Em vez de ficar do lado dos amigos e aliados, em vez de ajudar a construir um Estado melhor, em vez de lutar para fazer o governo funcionar da melhor maneira possível, em vez de tudo isso, ele preferiu a confortável poltrona de quem só quer saber de jogar pedra.

Caiado não está no Senado para ajudar Goiás. Está lá o tempo todo para tentar desconstruir o que o governo do Estado faz pelos goianos. E tem agido assim porque, para ele, não importa um Goiás melhor. Só importa ele se dar bem elegendo-se como governador. Essa é a coerência de quem sempre, isso é verdade, agiu em benefício particular, desde os tempos da UDR.

Lá atrás ele já advogava em defesa própria. Já cuidava de preservar o seu curral. Porque é como ele raciocina: se o seu curral vai bem, ele está se dando bem. O seu curral é a sua ilha. Ele vive lá, de chapéu e chicote na mão. Tem sempre uma lição de moral para tacar no lombo de quem discorda dele.

Caiado pensa que engana. Mas não engana. Quem conhece Caiado, não vota em Caiado. Sempre foi assim. Não mudou. Porque ele também não mudou. E, se não mudou, lá vem chicote. O momento exige outro tipo de político. O novo não é a restauração do velho caiadismo. É a confirmação de uma mudança que começou e precisa seguir em frente.

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