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Consumo de grãos em Rio Verde gera boas expectativas de mercado

Brandalizze diz que Rio Verde é um local privilegiado na produção tanto de soja quanto do milho

 

O consumo de graõs em Rio Verde, um dos maiores produtores de soja e milho no Estado de Goiás, vem gerando boas expectativas no mercado agropecuarista, segundo levantou a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg). Atualmente, o Rio Verde possui uma área plantada de soja em torno de 315 mil hectares e uma produção somada em mais de 982 mil toneladas.

No caso do milho, na primeira safra, sua área plantada concentra em 2,7 mil hectares, somando mais de 24 mil toneladas. Já na segunda safra, milho safrinha, a área plantada corresponde a 220 mil hectares e produção com média de um milhão de toneladas.

O consultor de mercado agrícola, Vlamir Brandalizze, diz que Rio Verde é um local privilegiado por concentrar um dos maiores processos de industrialização e comercialização de alimentos do Brasil, tanto de soja quanto do milho. Prova disso, é que o município comporta hoje indústria de óleo de soja, produção de farelo, indústria de ração. Merece destaque também o setor de suínos e frango.

“Consideramos aqui um dos polos importantes de consumo local, que proporciona médias de cotações melhores do que em muitas regiões. Em Rio Verde, o produtor ganha muito mais do que um produtor do Mato Grosso, por exemplo, recebendo entre 20% a 30% a mais em sua produção. Isso por conta de sua variada demanda”, sinaliza.

Mercado

Para Brandalizze, outra grande vantagem do município é a possibilidade de expansão da produtividade para o mercado internacional. “Iremos evoluir ainda mais, na produção de frangos e suínos. Isso favorecerá o crescimento de nossas exportações”, destaca. Ele explica que no mês de janeiro a produtividade de Rio Verde avançou em mais de 15%, em relação ao ano passado, no mesmo período. “A expectativa é aumentar o volume de nossas exportações neste ano”, pontua.

No entanto, Vlamir sinaliza que para atender as expectativas de mercado, será necessário que o produtor esteja atento às mudanças do mercado. “Se o produtor se atualizar ele não sentirá tanto a pressão numa safra grande -, que nem em outros anos em que as cotações caíram muito na colheita. A expectativa é que a queda das cotações seja menor e rapidamente. Se isso ocorrer haverá um grande consumo de grãos na região, como fator positivo, mantendo o produtor com margens de lucratividade maiores do que a maioria das regiões do Brasil”, frisa.

Luciano Guimarães afirma que eventos como estes sinalizam ao produtor quais as melhores escolhas quando sua comercialização precisa ser feito. “Hoje o produtor está tendo uma oportunidade de saber e entender na safra 2016/17 e dentro disso ele poderá ter uma noção de 2018 e isso ajudará na aquisição dos insumos para a safra verão”, conta.

O presidente da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), Antonio Chavaglia, destaca que Rio Verde possui uma estrutura industrial muito forte, tanto na transformação da soja quanto na de carne, suínos, aves, confinamento e gado de leite: “Tudo isso ajuda a compor a estrutura do município, gerando cada vez mais empregos, dentro deste processo de industrialização, contribuindo com a necessidade e o desenvolvimento não só do município, mas também para distribuição de renda”.

Ele sinaliza também que é necessário que o produtor tenha uma visão diferente e saber como estão os preços. “O produtor que conseguir fixar pelo menos 50% da área vai ter uma média de preço muito bom. É necessário ter uma venda antecipada, exportação, para poder acomodar a soja, para termos uma safra maior”, destaca.

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