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BALBINA: HOMENAGEM A MINHA MÃE AUSENTE

balbina
Nesse domingo, será o primeiro dia das mães que eu e meus irmãos,  não teremos a presença de nossa mãe aqui entre nós, parece que foi ontem, mas já se passaram seis meses sem ela.

Seja como for, vou homenagear minha mãe, no dia dedicado as mães. Onde ela estiver e com certeza está no Céu, ela verá esse maravilhoso poema de Carlos Drummond de Andrade;

PARA SEMPRE

 

Por que Deus permite

Que as mães vão-se embora?

Mãe não tem limite,

É tempo sem hora,

luz que não apaga,

quando sopra o vento

e a chuva desaba,

veludo escondido

na pele enrugada,

água pura, ar puro,

puro pensamento.

 

 

Morrer acontece

com o que é breve e passa,

sem deixar vestígio.

Mãe, na sua graça,

é  eternidade.

Por que Deus se lembra

– mistério profundo –

de tirá-la um dia?

 

 

Fosse eu Rei do Mundo,

baixava uma lei:

Mãe não morre nunca,

mãe ficará sempre

junto do seu filho

e ele, velho embora,

será pequenino

feito grão de milho.

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