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Mulheres decidem, mas são poucas ainda na política

Nesta eleição, candidaturas femininas foram 8.435, do total de 27.485 pedidos de registros no TSE

Apesar de 51,5% da população brasileira ser feminina e o voto das mulheres representar 52% de todo o eleitorado do país, elas são apenas 10% do Legislativo. A porcentagem deixa o Brasil na 152ª posição no ranking de representação feminina de um levantamento feito em mais de 180 nações pela União Interparlamentar (UIP), organização internacional dos parlamentos dos Estados soberanos.

Nesta eleição, as candidaturas femininas foram 8.435, do total de 27.485 pedidos de registros encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a Justiça Eleitoral, a maioria das candidatas se declara branca (51,7%) e parda (33,4%). A maior parte tem entre 45 e 49 anos e nível superior completo.

Fora a baixa representatividade, ainda há falta de apoio dentro dos partidos: 20 das 34 legendas que disputam as eleições e usam recursos do fundo eleitoral repassaram até agora menos de um terço da verba para candidaturas de mulheres que lideram suas campanhas. O cálculo, que tem como base as prestações de contas feitas pelos candidatos à Justiça Eleitoral, não considera os repasses para as vices e as suplentes de senador, que estão sendo levados em conta pelos partidos para cumprir a cota de 30% de financiamento das candidaturas femininas.

Dep. Adriana Accorci

Apesar disso, para especialistas, é o voto feminino que decidirá quem vai sair vencedor nas urnas. “Em eleições apertadas, como foram as das últimas duas décadas, as mulheres qualitativas”, é o que mostram pesquisas.

A Bancada feminina é composta por um grupo de parlamentares de representação feminina no poder. Diferente das outras bancadas não é apenas a união de um grupo visando defender interesses comuns, mas também a conquista de um espaço que para elas ainda é pequeno. Embora representem 52,1% dos eleitores brasileiros, a participação das mulheres na política.

 

Mulheres decidem, mas são poucas ainda na política

Profª. Katia Maria

Este ano porém é significativa a participação da mulher na política goiana em cargos majoritários, o PT foi o mais ousado trazendo as professoras Kátia Maria como candidata ao governo de Goiás e  Geli ao Senado, seguido pelo PSDB que trouxe como candidata a vice a ex-secretaria da Educação Raquel Teixeira e a suplente de senadora de Marconi Perillo, primeira dama de Aguas Lindas, Aleandra de Souza (PTB)  e o PSB completa a chapa com a Senadora Lúcia Vânia.

A tímida representação feminina no Poder Legislativo se mantém inalterada mesmo depois da aprovação da Lei Eleitoral 9.100, promulgada em 1995, segundo a qual 20% dos postos deveriam ser ocupados pelas mulheres. Em 1997 é alterada para o mínimo de 30%. Em 2010, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoveu uma reforma na lei, tornando obrigatória 30% a proporção mínima de participação das mulheres, mas os partidos políticos alegam dificuldades em atrair as mulheres para seus quadros.

Nas últimas eleições legislativas, a média de candidatas à Câmara dos Deputados foi de 31,8%; para as Assembleias Legislativas, 31.4%.

As herdeiras de Berenice Artiaga – A primeira deputada em Goiás

Atualmente, na ALEGO apenas quatro mulheres Adriana Accorsi (PT), Eliane Pinheiro Pinheiro(PSDB), Isaura Lemos(PCdoB) e Leda Borges(PSDB) foram eleitas nessa Legislatura, menos de 10% de sua composição que de é 41 deputados.

Na Câmara dos Deputados apenas uma deputada Flávia Morais entre as 181 parlamentares de uma representação 513.

                                                                                                                 Dep. Flávia Morais

No Senado só uma mulher, Lúcia Vânia representa Goiás que concorre a reeleição pelo PSB, representa Goiás de 27 mulheres no universo de 81 parlamentares.

Senaª Lúcia Vânia

 

Na Internet

Aplicativos e sites ajudam a encontrar o perfil de candidatas mulheres para essa eleição:

– Apartidárias 2.0

Mapeia e divulga as candidaturas de mulheres nas eleições deste ano.

– #MeRepresenta

A plataforma online é organizada por coletivos de mulheres, negros e LGBT que lutam pela igualdade e diversidade. O sistema auxilia na escolha do voto.

– A Candidata

O projeto tem como objetivo aumentar o número de mulheres em cargos políticos, educando-as e estimulando-as a se candidatar. Também mostra o avanço promovido pelas mulheres eleitas em anos anteriores.

– Vote Nelas

Apresenta dados e perfis do universo feminino, inclusive sobre violência contra mulher, e apoia causas feministas.

Internet  

Aplicativos e sites ajudam a encontrar o perfil de candidatas mulheres para essa eleição:

– Apartidárias 2.0

Mapeia e divulga as candidaturas de mulheres nas eleições deste ano.

– #MeRepresenta

A plataforma online é organizada por coletivos de mulheres, negros e LGBT que lutam pela igualdade e diversidade. O sistema auxilia na escolha do voto.

– A Candidata

O projeto tem como objetivo aumentar o número de mulheres em cargos políticos, educando-as e estimulando-as a se candidatar. Também mostra o avanço promovido pelas mulheres eleitas em anos anteriores.

– Vote Nelas

Apresenta dados e perfis do universo feminino, inclusive sobre violência contra mulher, e apoia causas feministas.

 

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