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Os meios digitais como influência no processo político de 2016

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Por Elisabete Teles*

O ambiente online ė um território a ser desvendado pelos políticos e explorado como estratégia, sobretudo, de marketing digital num ano de acirramento político e de eleições

municipais no Brasil. Em 2016, além das transformações que a política brasileira vem passando em âmbito nacional, os candidatos a cargo eletivo terão que se adequar à nova legislação eleitoral. O prazo para a campanha eleitoral reduziu de 90 para 45 dias, e a propaganda eleitoral nos meios convencionais de comunicação (TV e rádio) também será mais curta (35 dias).

No primeiro caso, as redes sociais estão tendo papel preponderante quando o assunto é mobilização social. Cidadãos, movimentos organizados e políticos se manifestam contra e a favor sobre temas atuais, como o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a qual teve de enfrentar e a considerar a opinião popular e a voz do povo nas ruas que se viralizaram na internet. Inclusive, em outro momento, Dilma precisou reformular e criar toda uma estratégia de comunicação do Governo nas plataformas digitais, para buscar melhor diálogo com os internautas e a população brasileira.

Não podemos nos esquecer de que estamos condicionados a viver numa sociedade que se movimenta com a informação e conteúdos que se espalham rapidamente em redes sociais e Aplicativos Sociais. O aplicativo wathsapp, por exemplo, é hoje um dos meios mais utilizados para a disseminação de fatos e muitas das vezes de boatos que acabam trazendo prejuízos para a imagem do político. Além disso, os dispositivos móveis possibilitam o acesso rápido à informação e são ferramentas que exercem influência na divulgação dos acontecimentos.

Os cidadãos têm voz e poder para pressionarem e cobrarem de seus representantes melhorias nos serviços públicos e também exigirem a aprovação de projetos importantes para o bem das pessoas. Isso não pode ser ignorado e tão pouco esquecido por quem está no poder ou pretende ocupar um cargo no Executivo ou no Legislativo.

Quanto à campanha em 2016, com a redução do tempo de propaganda e do período eleitoral, especialistas acreditam que o caminho mais rápido para chegar ao eleitor é a internet, especialmente as redes sociais. Mas, como chegar e que como se comportar diante do internauta e do cidadão informatizado que quer respostas rápidas?

Não há mágica para isso a não ser o planejamento estratégico, o bom diálogo com os internautas e a produção de conteúdos interessantes que tenham significado e que gerem valor, discussão respeitosa entre candidatos, políticos e público-alvo. Para o Marketing Digital, “O conteúdo é rei”, então é preciso pensar em produção com qualidade que atraia simpatizantes e possíveis eleitores.

É importante pautar assuntos que gerem mídia espontânea, produzida pelos seguidores, por meio de compartilhamento de posts, vídeos e fotos de quem está tentando se comunicar e a desbravar este universo online e social, por meio das mídias digitais. Conforme prevê a Legislação Eleitoral, a campanha eleitoral na internet estará liberada a partir do dia 15 de agosto.

*Elisabete é jornalista e especialista em Mídias Digitais.     

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