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Pré-campanha este ano é fundamental, mas ainda não empolga candidatos

As novas regras eleitorais, aliada à grave crise política que o país atravessa, vêm adiando a pré-campanha eleitoral em Goiás. Com a proibição de financiamento empresarial e a fixação de limites de gasto nas campanhas, o que se pode prever é que as eleições municipais de 2016 vão ocorrer num terreno incerto.

De concreto mesmo na disputa para os cargos de prefeito e vereador só há uma certeza até agora: as campanhas deverão ser bem mais baratas. E os partidos políticos, acostumados a gastar vultosas quantias, terão de se reinventar e engajar a militância para conquistar votos de uma população cada vez mais descrente com a política e com os agentes políticos.

A campanha deste ano será mais curta, de 45 dias nas ruas e 35 dias na TV e rádio, entre agosto e setembro. Assim, a pré-campanha é tida como fundamental, principalmente para os candidatos menos populares.

Com a pré-campanha liberada, os políticos poderão se apresentar como futuros candidatos, discutir propostas e realizar prévias partidárias, desde que não haja pedido explícito de votos. Mas nem isso empolga ainda os pré-candidatos.

Sem dinheiro, vários pretensos candidatos à prefeito reclamam que terão dificuldade em tocar a campanha, principalmente tendo que dividir a minguada estrutura com os aliados candidatos à vereador.

Em tese, os políticos utilizarão apenas os recursos do Fundo Partidário e aqueles provenientes de pessoas físicas. Essa redução das cifras é incompatível com a cultura de gastos milionários das propagandas políticas brasileiras.

No pleito de 2012, por exemplo, prefeitos e vereadores gastaram pouco mais de R$ 3,5 bilhões. Neste ano, os 32 partidos terão R$ 867 milhões, provenientes do fundo, para investir. Legalmente, só há uma saída: redução de gastos e campanhas mais modestas. Mas os políticos estariam dispostos?

Há quem aponte que as novas regras vão turbinar os recursos não contabilizados, o chamado caixa dois. Outros acreditam que o Brasil está dando o mais importante passo para cortar uma das principais raízes da corrupção: o financiamento privado.

É esperar pra ver com que cara e em que condições o candidato irá se apresentar ao eleitor.

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