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USP cria tratamento que diminui uso de remédios por pessoas diabéticas

 

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto desenvolveram um tratamento que auxilia portadores da diabetes tipo 2 a controlar a doença. Segundo os profissionais, a diminuição do consumo de calorias ajuda a diminuir a concentração de medicamentos que cada paciente precisa ingerir, além de colaborar com perda de peso do portador da doença.

De acordo com o pesquisador Rafael Ferraz, a medida pode render benefícios ao paciente que tem diabetes em menos de um mês. Ele explica que o tratamento ajuda a reduzir o nível de colesterol e glicemia, além de devolver qualidade de vida às pessoas.

“Nosso tratamento é um processo que nós protocolamos de fazer uma restrição calórica de 25% para pacientes que têm diabetes tipo 2 e não usam insulina. Que seria isso? Nós restringimos 25% da ingestão de calorias durante 27 dias, período em que podemos observar uma diferença de níveis de glicemia de jejum e colesterol”, afirma.

O objetivo do tratamento é proporcionar uma melhora de vida para os pacientes, além de gerar economia com remédios e auxiliar na perda de peso. Apesar disso, o tratamento não exclui a utilização de medicamentos, que de acordo com os pesquisadores, seguirá sendo fundamental para controlar o diabetes.

“Nós pegamos o paciente em um estado totalmente descompensado e após isso observamos ao fim do tratamento que ele apresenta uma qualidade de vida e uma qualidade metabólica boa. Esse protocolo consegue ativar algumas vias metabólicas importantes na maquinaria celular, proporcionando uma melhora funcional da célula e aos órgãos que são associados a este controle do diabetes, colesterol desse paciente”, conclui.

Paciente

O caminhoneiro Eli Alves é um dos portadores da doença que afirma que não cuidava da própria saúde até que sofreu um infarto e foi forçado a parar de trabalhar para começar a fazer tratamento especializado e perder peso.

“Nunca procurei exercício físico ou alimentação porque não tinha condições. Costumava ingerir comida forte, fora de hora, quando tinha horário pra comer até enfartar. Eu desci do caminhão, passei mal, caí e acordei no hospital. Foi quando passei a me preocupar mais, minha pressão era alta, 21, 22, direto. Mesma pressão de pneu, do radiador do caminhão”, afirma.

Ele é uma das pessoas que agora está recebendo acompanhamento dos pesquisadores da USP. Eli diz que tem esperança de retomar sua antiga rotina. “O bicho pegou. Agora vi que minha saúde tá debilitada e tenho esperança de melhorar minha saúde. Não quero mais essa vida, quero viver uns tempos ainda”, finaliza. Com informações de G1.com

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